Como ser mãe presente e trabalhar ao mesmo tempo

Quando soube que estava grávida deparei-me com um problema que muitas mulheres enfrentam. Desacordo da entidade patronal em relação à maternidade conciliada com cargos de responsabilidade.

Como estava com contrato a termo fui elegantemente dispensada, o que na altura sinceramente foi um alívio. Ter que voltar a trabalhar num sítio onde condenavam a minha escolha de ser mãe não me parecia que viesse a ter um futuro promissor.

Passou-se a gravidez, a minha filha nasceu e eu fiquei os 6 meses em casa para me dar tempo de encontrar alguma coisa.

A urgência de encontrar uma solução abriu-me vários caminhos, e oportunidades de emprego, o problema foi o meu dilema moral. Eu nunca fui muito boa a fazer coisas pela metade. Participar no crescimento da minha filha, era um prioridade para mim. A ideia fixa de ser mãe presente e trabalhar ao mesmo tempo não me abandonava o pensamento.

Olhando para isto como problema comecei a procurar alternativas para conseguir conciliar tudo da melhor forma. Essa busca resume-se neste texto, com o qual pretendo ajudar mães e futuras mães, a concretizar o direito de qualquer mulher de ser mãe presente e trabalhar ao mesmo tempo.

Existem muitas hipóteses de conciliar a maternidade com o vida laboral. Tudo depende das competências de cada uma. Mas acima de tudo, da vontade de se fazer o que realmente queremos, que neste caso, é ter uma participação ativa na vida dos nossos filhos.

Vamos por partes, até porque existem várias situações distintas. Vou dividir por categorias: – Mulheres com desejo de serem mães; – Mulheres grávidas que após a licença de maternidade querem voltar ao emprego em regime de part-time; Mulheres grávidas que após a licença de maternidade querem continuar em casa; Mulheres que voltaram a trabalhar mas querem ir para casa tomar conta dos filhos;

Cada uma destas mulheres tem o mesmo direito de conseguir fazer o que deseja, a única diferença é o timing que tem para preparar e o tempo que tem para agir.

Mulheres com desejo de serem mães

Qualquer mulher que ainda não é mãe pode planear antecipadamente a forma como quer participar ativamente na educação dos seus filhos. Se o desejo for ficar em casa após o parto e até a criança se iniciar no pré-escolar, convém que tenha um plano de acção.

O plano de acção pode passar pelo emprego atual se tiver possibilidade de trabalhar a partir de casa. Ter redução de horário ou trabalhar em part-time.

Tudo isto tem que ser falado e acordado com a entidade patronal para perceber se é uma situação viável. Felizmente, há cada vez mais empresas que valorizam o trabalho em termos de produção e não pelas horas que passamos no posto de trabalho.

Para muitos patrões acaba por ser vantajoso ter uma empregada em casa a tempo inteiro ou até mesmo part-time, ao invés de ter que contratar uma pessoa nova que tenha que receber formação.

Se não for possível acordo com a entidade patronal, está na hora de procurar alternativas. Muitas delas passam pelo trabalho online, artesanato e vendas. Existem centenas de soluções cabe a cada uma pensar em qual área se enquadra melhor.

Com um computar e internet, é possível trabalhar em todo o lado.
Com um computar e internet, é possível trabalhar em todo o lado.

Trabalho online pode passar por transcrever textos, fazer parte do serviço de apoio a clientes online de uma multinacional, testar produtos, são algumas das opções mas tens muito mais disponível.

Mulheres grávidas que após a licença de maternidade querem voltar ao emprego em regime de part-time;

Se já estás gravida PARABÉNS! Os conselhos que te dou são semelhantes os que acabei de escrever, mas agora com menos tempo para planear.

Igualmente se tiveres um empregador com mentalidade flexível expõe a situação, caso não seja possível não desesperes, pensa simplesmente como mais um desafio a superar. Talvez seja o momento certo para fazeres aquela formação que há muito querias fazer. Adquirir novas competências é perfeito para te poderes lançar em alguma atividade nova. Por exemplo cursos de cozinha, decoração, medicinas alternativas, etc. Com a perspectivas de um novo rebento o mundo fica muito mais cor-de-rosa e propício a estas mudanças.

Se fores dotado para trabalhos manuais há imenso mercado, numa primeira fase podes ter uma página de vendas nas redes sociais, e quando tudo começar a correr melhor até podes ter o teu website de vendas.

Está super na moda os “influencers” pais e filhos, aproveita para retratar o teu novo rebento e recebe ofertas e patrocínios. Tens um mundo a explorar.

Mulheres grávidas que após a licença de maternidade querem continuar em casa

A bebé está a começar a fazer “coisas giras”, e a vontade de a largar é muito pouca, o prazo de voltar ao trabalho esta a terminar e o futuro não parece muito risonho.

Foi o que me aconteceu. Após inúmeras pesquisas e horas infindáveis a perceber fatores como tempo vs rentabilidade, encontrei a solução que considerei a mais adequada para mim . Não implicava vender qualquer produto e tratava-se de uma plataforma tecnológica. Ou seja, boas perspectivas de futuro.

Dentro do mundo das vendas diretas há muita variedade. Desde as vendas por catálogo com produtos de beleza, batidos para emagrecer, máquinas mágicas de cozinhar ou de limpar a casa. São tudo opções muito dignas e cada vez mais populares em Portugal.

Construir redes de consumo é uma das formas mais comuns de emancipação de mulheres nos EUA. Está na altura de a Europa encarar a sério esta indústria.
Construir redes de consumo é uma das formas mais comuns de emancipação de mulheres nos EUA. Está na altura de a Europa encarar a sério esta indústria.

Quando trabalhei nos navios 80% dos passageiros eram americanos e cerca de 20% tinham um negócio próprio de “direct sales”. Investiga a indústria, há muita gente céptica, mas cada vez mais se pensarmos que durante anos tanta gente acreditava que a terra era redonda…é compensador abrir os horizontes!

Mulheres que voltaram a trabalhar mas querem ir para casa tomar conta dos filhos

Os motivos são mais que muitos, ou porque pagar o berçário, o infantário e o prolongamento custam um ordenado quando se tem mais do que um filho. Ou porque percebemos que nenhum dinheiro compensa a ligação que estamos a perder com os nossos filhos. Ou porque eles começam a dar sinais de stress emocional. Ou um simples – Basta! É hora de cuidar da família.

A decisão de abandonar uma situação de independência financeira, uma carreira de sucesso, o trabalho que escolhemos por paixão pode ser muito difícil, então exige preparação. Pode ser tudo planeado e apoiado nas sugestões todas dadas anteriormente.

Ser mãe presente é o melhor presente que posso dar à minha filha.
Ser mãe presente é o melhor presente que posso dar à minha filha.

Acima de tudo, é importante perceber que não temos nada a perder. Pelo contrário, investir na família é uma das melhoras formas de nos sentirmos bem para as oportunidades surgirem. Descobrir a melhor forma de conciliar estes dois fatores, ser mãe presente e trabalhar ao mesmo tempo pode ser desafiante, mas para mim prevalece o facto de ser compensador. Ter o privilegio de fazer diariamente programas com a filha não foi fácil de conquistar mas agora é um presente para ela que não tem preço.


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